segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quando Deus silencia

“Se eu for para o Oriente, Ele não aparece; se para o Ocidente não O percebo, se continuo para a esquerda, não O alcanço; se me volto para a direita, não O vejo. Ele, porém conhece o meu caminho e, se me puser à prova, sairei como ouro (Jó 23: 8 a 10).”

Na passagem citada acima, Jó passa por um momento de profunda angústia, por causa do silêncio Deus.
Pode ser que alguém que esteja lendo esse texto esteja passando por uma situação semelhante, às vezes parece que o mundo está desabando sobre nossas cabeças, e Deus não toma nem conhecimento do nosso caso, quantas vezes ficamos ansiosos pela Sua voz nos dando alguma direção e nada...  Quando isso acontece parece que única coisa que ouvimos quando oramos é a nossa própria respiração, e isso é frustrante e assustador, principalmente quando estamos desesperados. Mas fique tranqüilo, pois: 

O silêncio de Jesus não é vazio, muito ao contrário, ele é tão eloqüente quanto a Sua voz, e pode ser um sinal, não de desaprovação, mas de aprovação e de Seu profundo propósito de benção para a nossa vida.

Para ilustrar isso deixo aqui uma bonita estória que li algum tempo atrás...

Certa vez uma Senhora teve um sonho com Jesus, neste sonho haviam três pessoas ajoelhadas. Enquanto estavam de joelhos, Jesus passou por elas. Ao aproximar-Se da primeira inclinou-Se para ela, e sorrindo com amor falou ao seu ouvido com voz suave. Em seguida dirigiu-Se à segunda, mas só pôs a mão sobre a sua cabeça curvada e deu-lhe um olhar de aprovação. Já pela terceira Ele passou rapidamente, sem dar uma palavra, nem sequer um olhar.

A mulher, em seu sonho, pensou consigo: “Ele deve amar muito a primeira e a segunda, mas a terceira deve tê-lo entristecido muito, pois não lhe deu a mínima atenção. O que será que ela fez e por que Ele agiu com tanta diferença entre elas.” Enquanto procurava interpretar a atitude de Jesus, Ele mesmo aproximou-Se dela, no sonho e disse: “Ó mulher, quão erradamente me interpretaste.

A primeira mulher de joelhos precisa de toda a minha ternura e cuidado para conservá-la em meu caminho. Precisa sentir o meu amor e auxílio a cada momento do dia. Sem isto iria falhar e cairia.

A Segunda já tem uma fé muito mais forte e um amor mais profundo, e posso esperar dela que confie em mim sejam quais forem às circunstâncias que se encontre.

A terceira, porém, que eu parecia nem notar e quase negligenciar, tem fé e amor da mais alta qualidade, e Eu a estou treinando, através de processos enérgicos e drásticos, para o mais alto e santo serviço. Ela me conhece tão de perto e confia em mim tão inteiramente, que não depende de palavras, olhares ou qualquer demonstração sensível de minha aprovação. Não desanima diante de nenhuma circunstância que eu a faça atravessar; ela confia em mim, mesmo quando o sentimento, a razão e os mais fortes instintos do coração natural se rebelariam – porque sabe que estou operando nela para a eternidade, e que o que eu faço, mesmo que não saiba explicar agora, compreendê-lo-á depois.

Meu querido irmão (a) Jesus nos ama muito além do poder de expressão das palavras e do entendimento do coração humano.
Se nesse momento da sua vida, você só ouve o “silêncio de Deus”. Descanse tranquilo, pois Ele não faz barulho enquanto trabalha.
Que Deus os abençoe.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O que nos afasta de Deus

Muitos dizem que é o pecado que nos afasta de Deus, mas a Bíblia nos diz que Ele não leva em conta nossos pecados, e mesmo, “Se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo”. (II TIM: 2,13).
Todos nos fracassamos com Deus, ninguém consegue ser perfeito, mas mesmo assim Ele se mantém fiel, Ele usa as coisas fracas e tolas do mundo, Ele sabe que vamos pecar, mas nem por isso se afasta de nós ou deixa de nos usar.
Deus nunca julga nossos pecados pelo tamanho, peso ou gravidade.
O que pode nos afastar de Deus é a atitude que temos diante do pecado que cometemos.
Para entendermos melhor meditemos um pouco sobre vida de dois grandes homens da Palavra de Deus: Davi e Saul
 O Espírito de Deus estava em Saul da mesma maneira que estava em Davi.
Ambos eram ungidos do Senhor.
Ambos pecaram gravemente contra Deus, humanamente falando o pecado de Davi foi muito maior que o pecado de Saul.
Os dois pecaram, mas somente Saul ficou distante de Senhor.
Será que Deus preferia mais Davi a Saul? De maneira alguma, não há partidarismo ou acepção em Deus.
Qual a diferença então? Vejamos a atitude de cada um deles:
Atitude de Saul quando pecou:
 Saul disse a Samuel:
“Pequei, pois transgredi a ordem do Senhor e as tuas Palavras, porque temia o povo e obedeci a sua voz..., mas honra-me agora diante dos anciãos do meu povo e diante de Israel”. (I Samuel 15: 24 e 30).
Saul estava mais preocupado em não perder sua boa imagem diante do povo, do que a presença de Deus. Ele valorizava mais a coroa posta em sua cabeça do que o devido temor a Deus.
Manter o orgulho, a aparência e a fama eram coisas importantíssimas para Saul.
O arrependimento de Saul foi originado pela sede de  poder e não por um quebrantamento sincero de coração perante a vontade do Pai. (1 Samuel 15:24 a 27)
 Saul tinha uma consciência impenetrável, ele se justificou e não assumiu a culpa.
O orgulho é um espírito que derruba os homens, Saul ficou completamente cego pela sua vaidade.
Depois do primeiro pecado Saul perdeu totalmente a presença de Deus e sua vida se tornou um tremendo caos, ele se deixou se dominar pelo ciúme e pela inveja,  assassinou 85 profetas do Senhor, consultou uma feiticeira e por fim suicidou-se, que trágico fim para um homem que fora ungido pelo Senhor.
Agora vejamos a atitude de Davi quando pecou: Disse Davi:
 “Eu reconheço minha iniqüidade diante de mim está sempre o meu pecado..., só contra vós eu pequei..., de vossa face não me rejeiteis, nem me priveis do vosso Santo Espírito”.  (Salmo 50)
Em primeiro lugar Davi se reconhece pecador, sabe que pecou contra o próprio Deus, seu coração se quebranta diante do Senhor, ele se arrepende, implora pelo perdão do Senhor e confia na sua misericórdia, o que ele mais teme não é a condenação do povo, ou a perda de sua realeza, o que Davi temia era perder a presença do Senhor, ali verdadeiramente se encontrava seu maior tesouro.
Quando Davi foi confrontado pelo seu pecado ele escreveu o salmo 50. Através desse salmo podemos perceber o quanto Davi era intimo do Senhor.
Apesar de seu grande pecado, Davi permaneceu na presença de Deus e teve uma vida cheia de vitórias.
 A confiança de Davi não estava na sua coroa, nem no seu exercito, estava no nome do Senhor.
Davi tinha essência, Saul tinha aparência.
Não são de maneira alguma nossos pecados que nos afastam de Deus  pois:
 Assim como o Oriente dista do Ocidente, assim Ele afasta de nós nossos pecados.Como um Pai tem compaixão de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem, porque Ele sabe do que somos feitos e não se esquece que somos pó. (salmo 102, 12 a 140).